União de Freguesias de Vila Chã (São João Baptista e Santiago) União de Freguesias de Vila Chã (São João Baptista e Santiago)

História

 A Freguesia de Vila Chã, criada aquando da reorganização administrativa de 2012/2013, e resultando da agregação das extintas freguesias de Vila Chã (São João Baptista) e Vila Chã (Santiago), localiza-se no município de Ponte da Barca, tem uma área de 16,76 km² e 540 habitantes (censo de 2021). Situa-se na margem esquerda do rio Lima, a cerca de 9 a 10 km da sede do concelho, integrando a antiga terra medieval da Nóbrega. 




Vila Chã (São João Baptista)

Documentada desde o século XIII, aparece nas Inquirições de 1220 de D. Afonso II como Sancto Johanne de Villa Plana. Em 1290 a designação torna-se mais esclarecedora São João de Vila Chã de Jusão. Beneficiou do foral manuelino outorgado em outubro de 1513 e anexou a antiga freguesia de Santa Marinha da Nóbrega, atualmente o lugar do Barral.


A publicação "Portugal Antigo e Moderno", de 1886, refere que:

"Comprehende esta freguezia as aldeias de Portuzello, Paradella, Seixas, Golfeiro, Egreja, Quinteiro, Loureiro, Santa Marinha, Saborido, Barral e Cajaneiro. Producções dominantes — cereaes, vinho de enforcado e batatas. Banham-na vários ribeiros, que alimentam 14 moinhos, um lagar d'azeite e uma fabrica de burel. A quinta principal d'esta parochia pertence a D. Carlota Amália de Paços, viuva do desembargador José de Vasconcellos Athaide e Menezes— e compõe-se das terras chamadas da Patriarchal e do Passal da Egreja. Também fica próxima a serra do Galinheiro."


Vila Chã (Santiago)

A freguesia é mencionada já em 1220 como heremita de Sancto Jacobi de Vila Plana. surgindo mais tarde com o nome de Santiago de Vila Chã da Nóbrega. Beneficiou igualmente do foral manuelino de 1513, outorgado por D. Manuel I. O seu património um antigo aqueduto, e o artesanato local é conhecido pela tecelagem e pelas mantas de farrapos. 


A publicação "Portugal Antigo e Moderno", de 1886, refere que:

"Comprehende mais esta freguezia as aldeias de Seixenha, Barreiro, Eido de Baixo, Eido de Cima e Lamellas. As suas producções dominantes são vinho de enforcado e cereaes. Até 1859 teve feira mensal, no dia 26 de cada mez. Banham-na differentes regatos que desaguam no Lima."



Num cenário marcado pelo verde e pela água, a freguesia inspira versos e memórias:

“Neste cenário líquido e em movimento,
com margens onde há sons d’aves e povos,
o sonho nasce forte e suculento
e cria a inspiração de rumos novos!”


“Rio que em mim nasce a toda a hora,
meu rio Lima de saudade e calma;
é com tristeza que se vai embora,
mas é sorrindo que me toca a alma!...”

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